terça-feira, 10 de março de 2015

Ciclos de Milankovitch

Como sabemos, existem registos na Terra de que esta passou por períodos glaciares (períodos de maior quantidade de gelo) e interglaciares (períodos de menor quantidade de gelo devido à interrupção das correntes quente e fria). Vivemos num período interglaciar.

Na escala de tempo das centenas de milhares de anos, a alternância entre períodos glaciares e interglaciares resulta, muito provavelmente, de forçamentos de natureza astronómica sobre o sistema climático resultantes de:
- pequenas variações na excentricidade da órbita da Terra em torno do Sol,
- da variação na inclinação desse eixo relativamente à elíptica
- e do movimento de precessão do eixo da terra

A teoria de Milankovitch é baseada nas variações cíclicas destes 3 elementos que ocasionam variações da quantidade de energia solar que chega a Terra desencadeando a entrada numa era glaciar ou interglaciar.

Excentricidade da Órbita - A forma da órbita da Terra ao redor do sol (excentricidade) varia entre uma elipse e uma forma mais circular

Obliquidade do Eixo de Rotação - O eixo da Terra é inclinado em relação ao sol em aproximadamente 23º. Esta inclinação oscila entre 22,5º e 24,5º. (quando a inclinação é maior as estações são mais extremas -os invernos são mais frios e os verões mais quentes. E quando a inclinação é menor as estações são mais suaves).
Precessão - Conforme a Terra gira em torno de seu eixo, o eixo também oscila entre um sentido apontando para a estrela do Norte, e outro apontando para a estrela Veja.

O efeito combinado desses ciclos orbitais causa mudanças de longo prazo na quantidade de luz do sol que atinge a Terra nas várias estações, principalmente em altas latitudes.



Imagem retirada de: www.skepticalscience.com

quinta-feira, 5 de março de 2015

Como criar um perfil topográfico

Primeiramente precisas de ter um mapa já feito com as curvas de nível e além disso, o uso de uma régua é indispensável para melhores resultados.

1º PASSO

Logo no início, deves posicionar a folha de papel em que vais desenhar abaixo do mapa original, feito isso crias duas linhas, uma vertical, onde colocarás a altura a outra horizontal que será usada como base para a montanha.

2º PASSO 

O segundo passo é o mais simples, porém talvez o mais importante, em que traças uma linha que corte as curvas de nível, lembrando que serão nelas que irás ter a base para a topografia, e após fazer isto, colocas um ponto a cada cruzamento entre a linha que acabaste de traçar e as curvas de nível. 

3º PASSO

Após feito o passo anterior completamente, você deve traçar uma nova linha vertical, ligando estes pontos ao da altura correspondente no gráfico.

4º PASSO

Pronto, depois de fazer isso até o fim é só ligar os pontos e seu perfil topográfico estará completo.


Imagem retirada de: ciencias-geologia.blogspot.com

Aqui como podes ver foi traçado um segmento de A e B, e notaram-se os pontos em que esse segmento cruzava com as curvas de nível. Depois de feita a escala no papel milimétrico, "levaram-se" os pontos até ao papel milimétrico (fazendo retas verticais a traçejado) e por fim uniu-se os pontos.

Na nossa opinião esta parte prática foi bastante interessante, não é muito difícil e é sempre divertido sabermos que podemos transformar um simples mapa com curvas de nível num perfil topográfico a 2 dimensões.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Noções de cartografia

As cartas topográficas são então representações de objetos numa superfície a duas dimensões, na qual o relevo é representado por linha que unem pontos com a mesmo altitude - curvas de nível.

Escala:
Numa carta topográfica (ou geológica) existe uma escala, e essa pode ser de dois tipos: numérica e gráfica.

Escalas Numéricas:Uma escala de 1/25000 significa que: 1 centímetro medido na carta, corresponde a 25 000 centímetros (=250 metros) no terrenos.

(Iremos mostrar noutro post como proceder para calcular a distância real entre dois pontos.)

Escalas Gráficas: São representada por um segmento de reta divido em partes iguais, cada uma das quais representa uma determinada distância medida no terreno, o que permite uma avaliação direta das distancias na carta.

Imagem retirada de: educacao.uol.com.br

Identificação: 
Fornece informação sobre o tipo de carta.

Orientação: 
Corresponde á representação, sobre a carta, da rosa-dos-ventos ou da direção do norte geográfico.

Legenda: 
Apresenta e identifica todos os símbolos usados na carta. Para tornar mais fácil a identificação dos pormenores sobre a carta dando-lhe uma aparência e um contraste mais naturais, os sinais convencionais são de diferentes cores, cada uma das quais corresponde a pormenores de determinada natureza.

Curvas de nível:
O relevo é figurado por intermédio de curvas de nível, linhas que correspondem á projeção vertical das interseções de planos horizontais, equidistantes e paralelos, com a superfície do terreno. 

Cada curva de nível é definida pela sua cota que indica a sua altura em relação ao nível médio das águas do mar (altitude).

A distância entre estes planos horizontais chama-se equidistância, e estas podem variar consoante a escala da carta.

Quanto mais as linhas estiverem juntas maior é a inclinação desse terreno e quanto mais afastadas estiverem mais plano é o terreno. Estas linhas não se podem tocar nem passar uma por cima da outra.


Imagem retirada de: clubearautosdopantanal.webnode.com.br


sábado, 28 de fevereiro de 2015

A História Geológica de uma Região

Estivemos a estudar recentemente a cartografia, insidindo bastante na parte prática e de interpretação. É algo bastante interessante e vamos então dar-vos uma noção básica do que é a cartografia e os diferentes tipos de cartas.

Cartografia – Estudo das estruturas geológicas e das relações entre os diferentes tipos de rochas e a sua idade. Permite aos geólogos construir modelos tridimensionais de secções da Terra quer a partir do solo quer utilizando técnicas de detecção remota.

Cartas Topográficas – Representam a topografia de uma região. Neste tipo de cartas representa-se:

  • Construções criadas pelo homem, como por exemplo estradas e caminhos, linhas de alta tensão, oleodutos etc.
  • Aspectos naturais, como por exemplo, rios, praias, montanhas etc
  • Geografia politica, limite de um país, de uma região
  • Escala de distâncias na horizontal
  • Data em que foram executados os levantamentos topográficos

Imagem retirada de: geofixes.blogspot.com



Cartas temáticas – Cartas muito pormenorizadas sobre um aspecto da área cartografada. Os temas mais comuns deste tipo de cartas são:

  • A geologia de uma região
  • A rede hidrográfica
  • Os solos

Cartas geológicas – Fornecem informações sobre o que se encontra no subsolo. O tipo de informações que esta carta contem são:

  • Tipo e localização das formações geológicas
  • Idade relativa das formações geológicas
  • Tipo e localização dos depósitos de superfície
  • Tipo e localização do contacto entre os diferentes tipos de litologia
Imagem retirada de: bgnaescola.wordpress.com



As cartas geológicas e topográficas apresentam elementos informativos muito importantes para a correcta leitura:

  • A legenda
  • A escala
  • A orientação
  • A identificação
(Aprofundaremos este 4 tópicos no próximo post) 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Cronoestatigrafia

Cronoestratigrafia é um ramo da estratigrafia cujo objetivo é o estudo da idade das camadas de rocha em relação ao tempo.

O objetivo do chronostratigraphie é classificar as diferentes eras de sequências de rochas e depósitos, dependendo da região geológica, e, finalmente, para estabelecer um registro geológico completo da Terra.

O padrão é o sistema de nomenclatura estratigráfica estratigráfica com base em intervalos de tempo paleontológicos por assembléias fósseis conhecidos. Cronoestratigrafia ajuda a dar sentido das interfaces e intervalos de assembléias fósseis.

Imagem retirada de: balzaca.info

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Reflexões


Apesar de ainda não abordarmos todo o tema II " A História da Terra e da Vida"  do manual de Geologia do 12º ano ,já colocamos aqui imensa informação sobre temas como a Estratigrafia , a Litostratigrafia , a Bioestratigrafia , os fósseis e também do "El ninõ " .
Estes temas são temas bastante interessantes pois após os estudarmos percebemos o quão curiosos e estranhos são ..eu explico, vocês nunca pensaram que nós estudamos certos fósseis, como a amonite ou a trilobite e muitos mais  , mas um dia (após muitos e muitos anos) , outras pessoas irão estudar sei lá, uma galinha? Nah, mas provavelmente algum animal que nós nunca pensamos que se extinguisse.
Ou até questionarmo-nos sobre a "magia" dos estratos , reparem , se pensarmos de modo "não científico" é um pouco estranho um filão ou outro tipo de camada intersectar uma rocha não?
Sinceramente, todos os temas falados nos solicitam dúvidas , mas estes em especial ,acho que conseguem solicitar muitas mais , mas a disciplina  tem destas coisas, porque afinal grande parte do que sabemos da Terra deve-se à Geologia !!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Tipos de Fossilização

Existem vários tipos de fossilização...e estes são os principais...

Moldagem- processo mais vulgar que resulta do preenchimento interno das partes duras do ser vivo ou da moldagem da parte externa das partes duras do ser vivo.

Mumificação- Ocorre quando o ser vivo fica aprisionado em âmbar ou em gelo. É o mais raro de todos os tipos de fossilização. Devido ao âmbar (resina) e ao gelo, o ser vivo consegue conservar as partes moles dando-nos assim informações preciosas sobre esse ser.

Recristalização- ocorre um rearranjo da estrutura do ser, ficando assim com mais estabilidade, como por exemplo a transportação de aragonite em calcite.

Carbonatização- ocorre quando se dá perda de substâncias voláteis, restando apenas uma película de carbono. É mais frequente surgir em restos de seres vivos que contêm quitina, celulose ou queratina.


Mineralização- ocorre quando substâncias minerais são depositadas em cavidades de ossos ou troncos. É assim que se forma a madeira petrificada.

Incrustação- ocorre quando substâncias trazidas pelas águas se infiltram no subsolo e se depositam à volta do animal ou planta, revestindo-o. É o que acontece em animais que morrem em cavernas.


Estes são os principais mas existem muitos outros como por exemplo:

  • criopreservação (mamutes preservados em gelo); 
  • dessecação (dinossauros mumificados); 
  • inclusão em âmbar (insectos em resina); 
  • permineralização (lenhos e ossos).